O Setembro Verde é uma campanha dedicada a conscientizar a sociedade sobre a doação de órgãos e tecidos, e o Governo de São Paulo desenvolve ações como capacitações e treinamento de profissionais de saúde para qualificá-los no processo de doação.
Veja as principais dúvidas sobre a doação de órgãos:
A doação de órgãos acontece após o diagnóstico de morte cerebral. O paciente geralmente está no pronto-socorro ou em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave, e nessa condição, é realizado o diagnóstico da morte cerebral. Então, é comunicado à família sobre a morte.
Em São Paulo, existem as Organizações de Procura de Órgãos (OPO) elas avaliam o potencial doador, analisando se existe ou não alguma contraindicação para a doação, como HIV positivo, vírus da imunodeficiência humana, tuberculose, e câncer sem critério de cura.
Tudo é avaliado na hora que o paciente for diagnosticado com morte encefálica, ou seja, na hora que tiver sido declarado morto. E aí entendemos se ele pode ou não ser um doador.
#EuSouDoador
A entrevista familiar para doação de órgãos é uma entrevista semi-estruturada. Os enfermeiros que trabalham na Organização de Procura de Órgãos são treinados dentro desse cenário. Então, vamos explorar o que aquela pessoa pensava em vida, ou seja, como era aquela pessoa que morreu em vida. Se ela já falou alguma coisa sobre doação, o que ele pensava? Se a família não sabe, vamos explorar o tema doação e a possibilidade da doação. No Brasil, a doação de órgãos é um direito e não um dever.
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A família entrevistada pela Organização de Procura de Órgãos, recebe um acompanhamento próximo, desde o primeiro momento, até a liberação do corpo. Isso é feito por meio de encontros presenciais, ou conversas por telefone. As famílias podem entrar em contato sempre que for preciso, vamos informando o passo a passo do que está acontecendo, para a família retornar ao hospital para pegar o corpo do seu ente querido.
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A lei brasileira exige que o corpo seja devolvido em bom estado para a família. O que vai acontecer são as cicatrizes da retirada multiorgânica. Essas cicatrizes são as mesmas de quem teve uma cirurgia de coração, de revascularização miocárdica.
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No Brasil, a lei diz que são parentes de primeiro e segundo grau na linha reta ou colateral. Então, pais, irmãos, avôs e avós, filhos e netos. Em menores de 18 anos, ambos os pais, se vivos, precisam assinar o termo de doação.
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Nenhum custo. Na cidade de São Paulo, existe a Lei nº 11.479 de 1994 do benefício funerário para doadores de órgãos. Então, quem diz sim a doação recebe a gratuidade do serviço funerário.
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Nenhuma religião impede que as pessoas doem órgãos, elas, inclusive, estimulam. Porque a doação é um ato de amor e de caridade ao próximo.
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É fundamental comunicar à família. No Brasil, a doação de órgãos segue a lei do consentimento informado: a família precisa ser consultada e autorizar formalmente o procedimento por meio da assinatura do termo de doação. Em caso de morte encefálica, a possibilidade de doar órgãos só poderá se concretizar se houver essa autorização. Por isso, quando a família já conhece o desejo de doar manifestado em vida, a decisão se torna muito mais fácil.
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Caso o doador não possua nenhuma doença, um dos rins, parte do fígado, medula óssea e um dos pulmões podem ser doados em vida, mas apenas para familiares até o quarto grau de parentesco.
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De um único doador, é possível obter diversos órgãos e tecidos, incluindo, coração, pulmão, rim, fígado, pâncreas, tecidos, córnea, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem e medula óssea.
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Todas as pessoas podem ser consideradas potenciais doadores, independentemente da idade ou histórico médico. Os exames clínicos e laboratoriais no momento da morte determinarão a possibilidade da doação e quais órgãos e tecidos poderão ser aproveitados.
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Cada órgão possui características específicas que determinam o tempo máximo para sua retirada após a morte encefálica do doador, bem como o tempo máximo para a realização do transplante.
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Para a doação de órgãos, é necessário realizar diversos testes para avaliar a compatibilidade do órgão do doador com o receptor. Também é feita uma avaliação clínica e laboratorial do potencial doador, visando garantir a qualidade do enxerto e prevenir a transmissão de doenças infecciosas ou neoplásicas.
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